Cheguei a um ponto da minha vida em que constato ter poucos amigos. De tantas relações, de tantas amizades, de tantos contactos, são poucos os que subsistem, dos quais posso efectivamente dizer que me têm acompanhado nesta aventura que é a existência.
Feitio difícil, dizem uns. Intransigente, dizem outros. Verdadeiro, digo eu. Orgulho-me de, não importa perante quem ou perante que situação ser transparente e directo. Sei que esta forma de ser afasta muitas pessoas mas também sei que isso não me pode afectar para além deste desabafo. Quem lida comigo sabe sempre com o que pode contar, para o bem e para o mal. Se o que procuram é amizade de circunstância, personalidade distorcida para se adaptar aos gostos individuais, enganaram-se na porta. Se o que procuram é uma amizade honesta e sem subterfúgios, bem-vindos à minha vida.
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Friday, January 08, 2010
Thursday, August 28, 2008
Ainda não
Vejo-te mas não te sinto
Sinto-te mas não te tenho
Tenho-te mas não te conheço
Conheço-te mas não te quero
Sei que me aguardas, Morte
És o destino que me espera
Não tenho medo, simplesmente acho cedo
Tenho tanto para ver, tanto para sentir
Tanto para ter, tanto para conhecer
Não me queiras já, não me seduzas ainda
Deixa-me vaguear um pouco mais
Adia a minha hora derradeira
E que essa viagem se revele no fim como um novo começo.
Sinto-te mas não te tenho
Tenho-te mas não te conheço
Conheço-te mas não te quero
Sei que me aguardas, Morte
És o destino que me espera
Não tenho medo, simplesmente acho cedo
Tenho tanto para ver, tanto para sentir
Tanto para ter, tanto para conhecer
Não me queiras já, não me seduzas ainda
Deixa-me vaguear um pouco mais
Adia a minha hora derradeira
E que essa viagem se revele no fim como um novo começo.
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